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Reprodução sem a presença de macho é possível em tubarões, comprova estudo

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O tubarão-martelo fêmea pode se reproduzir sem fazer sexo, confirmaram cientistas.  As observações vieram do Estado americano de Nebraska.  Segundo pesquisadores da Queen’s University de Belfast, na Irlanda, e da Southeastern University, da Flórida e do zôo de Nebraska, nos Estados Unidos, não existe DNA paterno no filhote obtido por esse tipo de reprodução.  O tipo de reprodução aqui em evidência é muito comum em peixes, mas nunca foi visto em tubarões.

Partenogênese (que vem do grego e significa “nascimento de virgem”), como este tipo de reprodução é conhecido, ocorre quando uma célula do óvulo é levada a se desenvolver como um embrião sem a adição de material genético do esperma masculino. Ou, simplesmente, desenvolvimento de um ser vivo a partir de um óvulo não fecundado; agamia. Além de ser uma forma de reprodução que não depende de um parceiro sexual, a partenogênese preocupa pois não gera variabilidade genética. Fenômeno que ocorre segundo a Crossing Over na fase prófase do ciclo celular.

Não gerar variabilidade genética pode resultar em uma extinção em massa, visto que esse animais são bastantes visados. Outro fator que pode limitar o sucesso dos tubarões seria alguma anomalia, doença. Paulo Prodohl, da Faculdade de Ciências Biológicas da Queen’s University e co-autor do estudo publicado em Biology Letters, disse: “Vertebrados em geral evoluíram e se distanciaram da partenogênese para aumentar sua diversidade genética e melhorar seu potencial evolutivo.

 

 

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