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Inovar não custa caro!

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Quando o assunto é inovação, muitos se assustam e logo pensam em algo muito distante de si. Mas, primeiramente, o que é inovar? Inovar é criar algo novo? Muitas vezes não, inovar é utilizar de algo que já existe, adequando ao contexto em que está inserido. Quando o assunto é educação, uma ação inovadora de fato precisa ter sua eficácia notada e validada na própria escola atendendo a demandas externas, seja do contexto educacional local, regional ou global. (GOULART, GIRON, 2016)

Nesse sentido, é preciso ter cautela para não confundir inovar com inventar, uma vez que, para inovar é preciso ter em mente, primeiramente, por que fazer, justificando a causa da ação; em seguida, é preciso refletir sobre como fazer isso, ou seja, encontrar uma maneira para fazer o que se quer; por último, deve-se pensar no que fazer, isto é, em qual produto ou serviço vamos oferecer. O que foge disso é invenção, e não inovação. E digo mais, nem toda inovação necessita de tecnologia, e é disso que vamos falar!

DESIGN THINKING

Você já deve ter ouvido falar sobre a palavra design, que segundo o dicionário, quer dizer “a concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), esp. no que se refere à sua forma física e funcionalidade”. Ou, na tradução: desenho. Então, sabendo o que é design, vamos ao thinking. A palavra think, do inglês, significa pensar. Acrescentando o ing, temos thinking, que significa “pensante”. Por fim, numa tradução literal para o português temos o desenho pensante, mas o que é isso?

O design thinking (ou desenho pensante, como quiser), segundo Charles Burnett, “É um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situação e adquirir conhecimento”. No livro Design Thinking Brasil, os autores Tennyson Pinheiro e Luis Alt ressaltam que o design thinking deve ser considerado como uma “abordagem” e não como uma metodologia. E explicam a razão: “…quando se fala em metodologia, logo as pessoas criam a expectativa de que vão aprender um passo a passo, uma receita de bolo. E não é bem esse o caso”. Sim, não é mesmo o caso. Não se trata de apresentar uma fórmula pronta e estática. As etapas do design thinking permitem o dinamismo. E quais são essas etapas?

O design thinking está dividido em 4 etapas: Imersão, Ideação, Prototipagem e Desenvolvimento, e podemos substituir essa palavra adequando a educação, para: entendimento do contexto, criação de uma solução, teste para a tal e aplicação. Numa sala de aula temos vários alunos diferentes entre si, cada qual com o seu modelo de aprendizagem e cabe ao professor ser o mediador do conhecimento do aluno. E que tal se fosse aplicado o design thinking em sala de aula, onde cada aluno trouxesse a sua dificuldade (imersão), e com isso, fosse pensado junto a eles (ideação) um modelo (prototipagem) para ser utilizado em todas as suas aulas (desenvolvimento)?

DICA: E ah! O design thinking pode ser feito utilizando papeis post-it, colando os mesmos em cima de uma cartolina com as etapas descritas acima! Qualquer dúvida, entre em contato conosco! 😉

DICA 2: Tem um livro muito bacana acerca do design thinking na educação, é esse aqui!

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