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Robótica Pedagógica e Cultura Maker

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É possível encontrar diálogo entre a robótica pedagógica e a cultura maker para a educação? A equipe do Inovabio ministrou mais uma de suas oficinas com caráter inovador e pedagógico no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco nesta segunda (13).

A organização da sala, de forma primária, é um importante fator para o desenvolver da oficina e que tenha favorecimento a interação dos participantes. Por conta disto, a sala foi organizada em quatro grandes grupos. 

No início da oficina a equipe do Inovabio explorou a turma com o objetivo de conhecer melhor cada um e sempre que entrava alguém na sala, se apresentava aos participantes e aos oficineiros. Após conhecer melhor cada participante pôde ser visto que predominou o curso de Pedagogia. Uma aluna do curso de Física também estava presente. Segundo alguns alunos, ao ler o tema da oficina, Robótica Pedagógica e Cultura Maker, esperavam produzir um robô humanoide ou qualquer outra coisa do tipo ou até ver um robô humanoide. Mas não seria possível produzir tal protótipo sem ideias básicas do que é robótica livre, cultura maker, eletrônica e programação. 

Um vídeo de Mujica sobre sociedade de consumo deu abertura a fala da equipe do Inovabio. Após esse momento as definições e conceitos sobre a tématica da oficina vieram a tona. Uma certa dificuldade de conceituar robótica aqueceu a turma para discussão do que realmente pode ser. Segundo Cesar e Bonila (2007), robótica é a ciência dos sistemas que interagem com o mundo real com ou sem intervenção dos humanos. A cultura maker também soou como um tema desconhecido aos participantes. E, numa definição simples, significa faça você mesmo. Do inglês do-it-yourself. Uma reflexão sobre a terceirização das coisas tomou conta oficina. Ao pensar de forma crítica chegou-se a conclusão que pouco fazemos de forma artesanal hoje. Dia a dia corrido não favorece de forma alguma o faça você mesmo. Depois do entendimento de conceitos da temática real da oficina a relação com a educação veio a tona. Um dado do Fórum Econômico Mundial foi analisado juntamente com todos os participantes e viu-se que o primeiro dado valorizado para 2020 é o poder de resolução de problemas. A robótica livre e a cultura maker, portanto, favorece de forma muito eficaz no desenvolver de criatividade, trabalho em grupo, desenvolvimento, coordenação, liderança, escuta, etc.

Após todo esse momento de reflexão sobre a temática a primeira prática da oficina iniciou-se. A prática 1 baseou-se em trabalho coletivo e o objetivo seria a construção de um percurso por um grupo para que o outro grupo pudesse percorrê-lo, ou seja, o controle do robô seria compartilhado entre as pessoas ao mesmo tempo. As aplicações para sala de aula são inúmeras. O trabalho com a lógica, trabalho compartilhado, criatividade são focos da atividade. Nesse momento, foi utilizado o Crafter Um kit pedagógico com design bacana. Que permita upgrades a partir da aquisição de kits ou recombinando com outros materiais, principalmente descarte de eletrônicos: METARRECICLAGEM!

Para finalizar a oficina foi proposto a realização de um projeto envolvendo Robótica livre e cultura maker à escola. Alguns pré-requisitos foram levados em consideração para obter um projeto inovador: Interdisciplinar, envolver a escola e a cidade, o quanto de maker o projeto possui, qual a continuidade, qual a aplicabilidade e por aí vai.

O tempo foi um fator limitante no desenvolver da oficina. A equipe do Inovabio precisou se desdobrar para embasar de forma teórica e deixar claro as aplicabilidades para sala de aula em 2h e 30min.

Se você gostou do tema da oficina e é gestor de escola, professor, ou até mesmo aluno e gostaria de propor a oficina em sua escola entre em contato conosco. Estamos em aberto para partilha!

 

 

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