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A música no ensino de ciências: um diálogo possível?

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A equipe do Inovabio preparou uma oficina sobre a temática música no ensino de ciências e foi um sucesso. Quando analisado um contexto é muito visível a adesão de todos os públicos para uma linguagem universal chamada Música. Uma união de pessoas que desconhece língua, raça, posição social, status, etc. A música une gente! Baseado nesse pressuposto a oficina iniciou-se com um questionamento muito simples: O que é música? Será que é possível estabelecer relação entre a música e a sala de aula?

“Desde que Froebel (1810) propôs a música como recurso pedagógico, ela vem sendo utilizada na educação escolar, justamente por aliar aspectos lúdicos e cognitivos.” (BERTONCELLO, SANTOS, 2002, P.137)

A música é o verdadeiro popularizador científico que muitos educadores desconhecem: é possível fazer um triângulo com a Música no meio e Aluno, Professor e Conhecimento Científico nas extremidades. Na escrita do triângulo, portanto, é possível começar de qual extremidade quiser. Do ponto A para o B, do B para o C, do C para o A.

Segundo o Fórum Econômico Mundial o primeiro caráter em alta para o ano de 2020 é o poder de resolução de problemas. A música pode ser vista, desta forma, como um despertador da criatividade dos alunos. É muito comum alia-lá somente as paródias com o objetivo de decorar um dado assunto. Não que seja uma prática condenada pela equipe do Inovabio, mas entende-se que é possível fazer muito além de paródias decorebas. Vejamos um exemplo:

Tico-tico no fubá – Carmem Miranda

Tico-tico
O tico-tico tá
Tá outra vez aqui
O tico-tico tá comendo meu fubá
O tico-tico tem, tem que se alimentar
Que vá comer umas minhocas no pomar
Ó por favor, tire esse bicho do celeiro
Porque ele acaba comendo o fubá inteiro
Tira esse tico de cá, de cima do meu fubá
Tem tanta coisa que ele pode pinicar
Eu já fiz tudo para ver se conseguia
Botei alpiste para ver se ele comia
Botei um gato, um espantalho e alçapão
Mas ele acha que fubá é que é boa alimentação

Essa canção é muito rica em conhecimentos ecológicos. Cadeia alimentar, teias alimentares, a ação do homem juntamente a natureza/animais. Uma imensidão de conceitos científicos de forma simples. Surge o questionamento então: Qual o real motivo que leva o professor a utilizar a música em sala de aula?

“Parâmetros Curriculares Nacionais, documento do Ministério da Educação que indica, como um dos objetivos, que os aprendentes sejam capazes de utilizar as diferentes linguagens: verbal, musical, matemática,
gráfica, plástica e corporal – como meio para produzir, expressar e comunicar as suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de
comunicação” (BRASIL, 1998)

 

Façamos uma análise geral do perfil educacional do nosso País: A música entra onde? Em qual aula? Qual escola valoriza a linguagem musical? É certo que existe, sem dúvidas, mas é minoria.

Algumas abordagens metodológicas combinam com a utilização da música em sala de aula: Educação híbrida, aprendizagem baseada em problemas, uso de podcast, favorecendo metodologias ainda mais ativas. Muitas são as vantagens para a utilização da música como recurso didático-pedagógico em aulas de Ciências: é uma alternativa de baixo custo, uma oportunidade para o aluno estabelecer relações interdisciplinares, uma atividade lúdica que ultrapassa a barreira da educação formal e que chega à categoria de atividade cultural.

 

Para finalizar a oficina foi proposta uma atividade prática utilizando o Desing Thinking. Os participantes deveriam obter uma imersão, ideação, prototipação e desenvolvimento de um projeto voltado à escola com o uso da Música. Em conjunto, desenvolveram abordagens incríveis e que incrementaram o término da oficina de forma incrível!

Clique aqui para obter uma lista com algumas músicas com possíveis aplicações para sala de aula!!

E se você quiser levar essa oficina para sua escola, faculdade ou ambiente de trabalho, fale conosco. Estamos abertos para partilha! 😉

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